Entidades representativas do setor de tecnologia encaminharam ao Ministério da Fazenda um pedido de revisão do cronograma de implementação da reforma tributária, sustentando que o prazo atualmente previsto é insuficiente para que as empresas promovam as adaptações operacionais, tecnológicas e fiscais exigidas pelo novo modelo de tributação sobre o consumo. Entre as principais preocupações estão a integração dos sistemas, a regulamentação de pontos ainda pendentes e a definição das regras do Imposto Seletivo.
No documento, o setor também solicita a padronização das normas que disciplinarão a transição e a criação de um canal único de comunicação entre empresas e órgãos reguladores, a fim de reduzir inseguranças e facilitar a implementação das novas obrigações tributárias. Segundo as entidades, a ausência dessas definições pode comprometer a adequação tempestiva dos sistemas utilizados pelos contribuintes.
Na prática, o debate evidencia que a implementação da reforma tributária exigirá investimentos significativos em tecnologia, revisão de processos internos e atualização de sistemas fiscais. Diante desse cenário, recomenda-se que as empresas iniciem desde já o planejamento da transição, acompanhando a evolução da regulamentação e avaliando os impactos operacionais e tributários do novo modelo.